quarta-feira, 16 de maio de 2012


                    Presente de grego
                                                  Lucinei




·         Alô! Luci?
·         Sim, sou eu, quem é?
·         Laura. O que você tá fazendo?
·         Acabei de acordar... O que aconteceu?
·         Estou apavorada! Estava tomando banho, agora de manhã, quando a campainha tocou, saí ver quem era e havia um homem que parecia desacordado na minha porta. Abaixei pra ver se ele estava vivo e constatei que estava morto. Chamei a polícia, mas agora estou apavorada... E se acharem que estou envolvida na morte dele?
·         Acho que você fez o certo, mas corre esse risco mesmo. Você nunca viu esse homem antes?
·         Não. Nunca.
·         Laura, você tem certeza? Pra eu poder te ajudar, você tem que me contar tudo!
·         Ok, tá certo, eu o conheci no último verão que passei em Guarujá. Jorge não pôde ir, então fui sozinha. Conhecemo-nos na praia. Acabamos tendo um relacionamento. Nada sério. Jorge nem desconfia. Estava me sentindo sozinha e magoada por Jorge não me acompanhar. Ele só pensa em trabalho...
·         Entendo... Você tem razão. Ele é viciado em trabalho. Mas acabou tudo em Guarujá? Nunca mais se viram? Tá muito estranho isso... Conte tudo, Laura.
·          Bom, pra dizer a verdade, ele acabou me procurando aqui em São Paulo e quis manter o relacionamento, mas eu não,  foi só um momento de fraqueza. Mas ele insistiu muito.
·         Entendo... E acabou mesmo?
·         Na verdade não, ele me ameaçou, disse que contaria tudo ao meu marido. Isso era pra eu aprender a não brincar com o sentimento alheio.
·         E?
·         Eu fiquei desesperada! Você sabe o quanto eu adoro o Jorge. Então resolvi por um fim nessa história. Marquei um encontro com ele ontem   à noite e levei  veneno para ele dormir o sono eterno.
·         E deu tudo certo?
·         Sim, ele tomou um champanhe com veneno... Mas não entendo como ele veio parar na minha porta?
·         Imaginei...
·         O quê?
·         Que era você...
·         Como assim?
·         Agora posso te contar... Eu precisava de uma prova que você o matou, então mandei uma pessoa colocá-lo em sua porta. Sabia que você me   ligaria, afinal sempre me procurou para resolver os seus problemas...  Esse telefonema está sendo gravado. Você matou o meu marido, depois de tirá-lo de mim, e por puro egoísmo, nem o amava... Acabou com o meu casamento! Ele  disse que estava  apaixonado por outra mulher. Então o segui ontem... Acho que vocês dois tiveram o fim que mereciam. Abraços, querida amiga! Curta o meu último presente para você. A polícia está a caminho...


               (Produzido no curso de Práticas e Escrita no Contexto Digital, 04/12)

2 comentários:

  1. Mui amigas!!! Eita! Mas a imaginação de quem escreveu dá pra competir com a Globo...

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  2. Vc tá "Tirando uma de mim" kkkkk (como dizem os alunos!)

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